Dia de luta social pelo passe livre!

Local: Cascavel - Pr - Em frente a prefeitura
Data: Nessa quarta-feira Dia 3o/11/2oo5
A partir das 18 horas
Levem seus sonhos e corações :)
O passe livre é o direito dos estudantes à gratuidade no trasporte público. Este direito é assegurado pela constituição brasileira, pelo estatuto da criança e do adolescente e pela Lei de diretrizes e bases da educação.
Salvo raras excessões onde houve intensa luta pelo passe livre esse direito não é respeitado pelos governos estaduais, federais e municipais
A luta do passe livre só terá fim quando conseguirmos transformar o trasporte "mercadoria" em ferramenta universial: Trasporte público, gratuito e de qualidade para todos.
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Parem de brincar! Comecem a fazer revolução!
:p
Observação: O não está sem acento! Eu sei! Eu sei! apenas estou com preguiça de arrumá-lo agora. Desculpem.
Segunda-feira, Novembro 14, 2005
Você já foi derrotado?
Foi deixado de lado?
O último a ser escolhido?
O resto?
Já foi humilhado? Esquecido?
Se sentiu perdido? Sozinho? Ou fudido?
Já sentou-se em espinhos?
Reprovou? Zerou?
Já foi ignorado? Engado? Difamado?
Faltou grana? Ficou impotente?
Atrasou a conta? Pegou emprestado?
Perdeu o amado? Foi roubado?
Seja bem vindo ao mundo capitalista!
Qual sua posição: Excluído ou privilegiado?
Se quisermos que o mundo supere sua estagnação social lastimável
é preciso ir além das imPosições do sistema
Escolha a luta e organização popular:
Contra a ignorância, vícios e preconceitos!
Contra o capitalismo e sua corja de ladrões!
Ação direta: Compreenda sua força!
Viva o Anticapitalismo !
Sábado, Novembro 05, 2005
... EXTRA!!! EXTRA!!! ...
Presidente dos EUAn vem ao Brasil
e deixa presentes e marcas que
irão exalar seu "amor" capitalista
pelo povo durante muito tempo!
Veja agora, em primeira mão, um dos presentinhos:

Quarta-feira, Novembro 02, 2005
A saga sinalética
Tomara, semáforo, fechado desta vez
Acordo exausto, mais um dia por vencer, me atiro depressa ao cerne da questão, o centro da cidade, velozmente cruzo os múltiplos vultos decapitados, estou sóbrio, tenho pressa, nove e quinze, devo entregar o boleto até as dez. Merda, multidão! malditos corpos sem ventre, me impedem de andar mais rápido, sigo em frente caminhando, saco! sinal fechado, carros passando, tenho pressa mas quero viver.
Meio minuto terei de esperar, levanto então os olhos e inicio a saga sinalética, vejo aqueles corpos se personificando, exalando sabores e texturas, nossa! São mesmo pessoas, gente como eu e você, não! Não são como nós, elas não têm um passado porque desconhecemos seus conflitos. Por outro lado, elas também não sabem ao certo se somos assassinos, magos ou poetas, todas têm histórias a contar, experiências, alegrias e dores a compartilhar, nós também temos, elas possuem as mais diversas fomes, posso ver através das marcas na pele e, nós; temos também.
Aquele garoto, olhar perdido, procura um amor; a senhora com as duas mãos forma uma amarra em sua bolsa, teme os roubos da tv; o vendedor soando exibe seus produtos e assim mostra que a superficialidade é falsa, ele não vende capas de celular, vende desejos e sonhos, vende a comida que preencherá o vazio dos filhos e o desespero da esposa.
Abre o sinal, rolam as cabeças, tudo fica embaçado, sombras se entrelaçam novamente, minhas pernas se agitam, nove e vinte, ainda bem, ainda há tempo, ainda a pouco pude me tornar mais humano, vejo outro sinaleiro a dez metros, que estranho, um sorriso brota em meus lábios, reduzo o passo aguardando o vermelhar, prazer, mais meio minuto de fuga até que o mundo volte a girar.
Grande gênio proletário do sistema, inventou o semáforo, palavra horrível, sempre preferi sinaleira, enfim, com o intuito de organizar subverteu a produção, e os produtores, à uma parada temporal obrigatória. E agora, nos dias de vinte e quatro horas cada vez menores, desejo sempre, sem entender porque, reencontrar o sinal fechado.



